Com aumento real de 50% no registro de feminicídio em Sergipe, neste Dia Internacional da Mulher a sensação é de periculosidade em todos os 75 municípios que formam a menor Unidade Federativa do país. Enquanto no ano de 2024 o estado registrou dez casos de violência bruta e fatal contra as mulheres, em 2025 o balanço operacional da Segurança Pública oficializou 15 ocorrências. No decorrer dos últimos nove anos, 151 sergipanas perderam a vida por serem mulher. Neste ano de 2026, somente no mês de janeiro, 11 sergipanas foram vítimas de tentativa de feminicídio. Os números atestados em Sergipe apresentam disparidade ao cenário nacional.
Em todo o país, no decorrer do ano passado foram oficializadas 1.518 vítimas; em termos percentuais, enquanto Sergipe registrou 50%, o Brasil notificou 4,12% a mais se comparado ao ano anterior. Pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim (Republicanos), repudia toda e qualquer ação violenta contra as mulheres. Entre os anos de 2006 e 2018 - quando representou Sergipe no Congresso Nacional -, Eduardo trabalhou pelo desenvolvimento de ações rigorosas com a finalidade de combater agressões, assédio moral, sexual e casos de feminicídio; apresentou proposituras buscando maior eficiência no atendimento à saúde das mulheres, sobretudo no SUS; além de assistência especial proporcionada pelas estruturas governamentais para mães atípicas.
“É inadmissível que Sergipe continue sendo destaque nacional pela falta de segurança enfrentada por milhares de mulheres. O IBGE diz que nosso estado possui 1.152.196 sergipanas; isso representa 52,1% da nossa população vivendo direta ou indiretamente com o medo. Diante destes números eu trago aqui uma reflexão: neste Dia Internacional da Mulher há mesmo o que comemorar? As mulheres sergipanas não podem permanecer vivendo assim, sendo obrigadas a dividir seu tempo e seus afazeres diários com o medo de se tornarem vítimas dessas ações criminosas”, afirmou.
Medidas legislativas
Eduardo Amorim defende um pacto entre os parlamentares visando a deliberação de ações unificadas capazes de mudar o cenário de violência no Brasil. Para que registros positivos sejam conquistados, ele é incisivo ao afirmar que as vozes femininas precisam ser protagonistas. “É preciso convidar as policiais, profissionais da saúde, professoras, estudantes, comunicadoras, advogadas, enfim, todas as mulheres dos mais variados âmbitos sociais para que deputados, deputadas e senadores possam adotar medidas emergenciais com o propósito de acabar com esse tipo de crime. Não é fácil ser mulher em Sergipe e no Brasil. Temos a obrigação de mudar isso”, enalteceu.
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Fonte: Assessoria
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