SINDISAN repudia narrativa de sabotagem e aponta incompetência operacional da Iguá

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Sergipe (SINDISAN) divulgou, nesta segunda-feira (27), uma nota pública em que contesta as acusações de sabotagem relacionadas aos recentes episódios de falta de água em Aracaju e região metropolitana. A entidade atribui o problema a falhas operacionais da concessionária Iguá Saneamento e critica a postura do Governo do Estado.

Segundo o sindicato, após reunião com técnicos da Companhia de Saneamento de Sergipe, o sistema de abastecimento da região afetada, que inclui Zona de Expansão, Mosqueiro, Santa Maria e Robalo, é composto por três fontes: Poxim, São Francisco e Cabrita. De acordo com a entidade, a rede apontada como alvo de vandalismo representa menos de 20% do volume distribuído.

O SINDISAN afirma que os outros 80% do abastecimento dependem do sistema de bombeamento E3, que teria apresentado problemas técnicos não solucionados pela Iguá. Para o sindicato, a falha nesse sistema principal inviabiliza a tese de que a quebra de um único registro tenha provocado o colapso no fornecimento.

A nota também destaca que o sistema entregue à iniciativa privada era considerado equilibrado e operava com ajustes técnicos acumulados ao longo dos anos. Segundo a entidade, esse “know-how” teria sido perdido após a concessão, resultando em manobras inadequadas na rede.

Outro ponto questionado diz respeito ao suposto ato de sabotagem. O sindicato afirma ter analisado imagens do equipamento danificado, que indicariam desgaste avançado da estrutura, levantando a hipótese de falha por deterioração, e não ação humana.

A entidade também criticou o que classificou como tentativa de criminalização de trabalhadores da DESO, além de apontar tratamento desigual por parte do Governo do Estado ao defender a concessionária privada.

Por fim, o SINDISAN informou que pretende acionar órgãos de fiscalização e instâncias judiciais para acompanhar as investigações e cobrar uma apuração técnica isenta sobre o caso.

Confira a nota na íntegra. Clique aqui!
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Por Redação 
Foto: Ascom/Iguá Sergipe 

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