Sindicato dos Jornalistas de Sergipe denuncia cerceamento ao trabalho da imprensa

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe divulgou uma nota pública em que manifesta preocupação com o que classifica como uma crescente tentativa de cerceamento ao trabalho jornalístico no estado. Segundo a entidade, episódios recentes envolvem, principalmente, profissionais que atuam na cobertura e análise política.

De acordo com o posicionamento oficial, gestores públicos e parlamentares estariam recorrendo a práticas como assédio judicial e ameaças para intimidar jornalistas que questionam ações administrativas e o uso de recursos públicos. Para o sindicato, esse tipo de postura representa risco direto ao exercício da profissão e ao funcionamento das instituições democráticas.

A entidade ressalta que o papel da imprensa é essencial em regimes democráticos, sobretudo na fiscalização do poder público e na garantia do contraditório. Nesse sentido, reforça que autoridades que se sintam prejudicadas por conteúdos publicados devem recorrer aos instrumentos legais previstos, como o direito de resposta, em vez de adotar medidas intimidatórias.

Ainda conforme o sindicato, ameaças contra jornalistas não atingem apenas os profissionais, mas também comprometem valores fundamentais como a cidadania e a própria democracia. A direção executiva conclui reafirmando posicionamento contrário a qualquer tentativa de intimidação ou violência contra a categoria.

Nota na íntegra

Temos acompanhado, nos últimos meses, uma escalada de atitudes e posturas em que gestores públicos e parlamentares de diversas esferas em nosso Estado têm buscado cercear o trabalho realizado por jornalistas, principalmente àqueles/as que fazem análises do mundo político e apresentam questionamentos sobre as gestões públicas. E o que mais causa preocupação é que as ferramentas tem sido o assédio judicial e ameaças.

Graças a muita resistência, vivemos em um regime democrático, onde o papel da imprensa livre é fundamental para a manutenção desta Democracia, inclusive no que diz respeito a apresentar o contraditório. Recomendamos que, caso algum gestor ou parlamentar tenha se sentido atingido por algo publicado por um/a jornalista, busque o contraditório. O direito de resposta está resguardado em nossa legislação.

Quando um jornalista se sente ameaçado, por exercer o seu trabalho, por questionar o uso dos recursos públicos e postura destes gestores, o Jornalismo, a Cidadania e a Democracia também padecem. E estes são bens imensuráveis que devem sempre ser protegidos.

Não aceitamos e jamais aceitaremos que nenhum/a jornalista seja ameaçado pelo exercício de sua profissão.

Direção Executiva do Sindicato dos Jornalistas


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Por Redação 
Foto: Google Street View

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